O SL Benfica sagrou-se tricampeão da Liga NOS, este domingo, ao vencer o CD Nacional por 4-1. Um resultado claro, uma vitória que era o que a formação da Luz necessitava para arrecadar o 35º campeonato. Nem tudo foram facilidades, mas pelo que se assistiu na partida, as “águias” nunca pareceram em risco de ver fugir os três pontos. A eficácia de remate não foi a melhor, mas quando a pontaria apareceu, a concretização foi elevada, como os números o demonstram. Domínio absoluto, grande caudal ofensivo perante uma formação insular que só a espaços ameaçou.

Benfica vs Nacional - Liga NOS 2015/16
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Desde o arranque o Benfica tomou conta do jogo, autoritário, perante um Nacional mais encolhido e à procura do contra-ataque. Aos dez minutos os da casa somavam já 72% de posse de bola, dois remates sem a melhor direcção, enquanto os visitantes já haviam beneficiado de uma boa oportunidade. Mas a partir daqui só deu Benfica. Ao intervalo os “encarnados” somavam nove remates, dois enquadrados e a particularidade de sete desses disparos terem sido realizados dentro da grande área adversária. Gaitán (22′) marcou o primeiro e fez um passe de 50 metros no lance em que Jonas (39′) fez o segundo.

Ao intervalo já cheirava a título na Luz, que se confirmou numa segunda parte menos pressionante, mas mais eficaz: sete disparos (todos de dentro da área contrária), dois enquadrados, dois golos, 64,1% de posse de bola neste período. O Nacional terminou com com seis disparos, dois à baliza, marcou por Salvador Agra nos descontos, mas permitir que 14 dos 16 remates benfiquistas acontecessem dentro da sua grande área complica qualquer veleidade de um resultado positivo. Assim, O Benfica ganhou, justificou a goleada e nem precisou de alcançar números estratosféricos para o conseguir. E ainda deu para Paulo Lopes entrar e sagrar-se campeão na baliza benfiquista.

Gaitán na hora certa

O argentino Nico Gaitán tem andado um pouco longe da melhor forma, muito por culpa das várias lesões que o têm apoquentado – não jogou, por exemplo, na última jornada, em casa do Marítimo. Mas no jogo do título o número 10 surgiu a grande altura e foi o mais valioso em campo. Marcou dois golos em três remates, fez três passes para ocasião, seis cruzamentos de bola corrida (embora só um eficaz), ganhou 71,4% dos duelos que disputou e ainda ajudou na defesa, com sete recuperações de bola e dois alívios. Somou 8.2 no GoalPoint Ratings (GPR), numa despedida em beleza do campeonato.

Jonas (7.5 GPR) também esteve em destaque, com um golo marcado e o “título” de mais rematador em campo, com quatro disparos, um enquadrado, três passes para ocasião e uma assistência. E ainda ganhou 66,7% dos nove duelos que disputou. No Nacional, João Aurélio foi o melhor, com 5.6 GPR, fruto de um remate, um passe para ocasião, e ganhou os três duelos que disputou, recuperou quatros bolas, fez três intercepções e dois alívios. Insuficiente, porém, para travar o campeão.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.