Stat da Semana | Liverpool e Napoli sem chave de casa 🔑

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Esta semana trouxe-nos dois jogos, da Premier League e da Serie A italiana, que são o epítome do desperdício da construção ofensiva, e que mostram sem dúvidas a importância que a qualidade do derradeiro momento, a finalização, tem num jogo de futebol. Liverpool e Napoli estabeleceram, em jogos da 17ª e da 16ª jornadas dos respectivos campeonatos, dois novos máximos bem positivos das provas em questão, o número de acções com bola nas áreas contrárias… e perderam.

Note bem. O Liverpool somou 56 dessas acções na grande área do Southampton, batendo em seis o anterior registo da Premiership 2020/21, que pertencia ao Brighton, na recepção ao Burnley, e que terminou… 0-0. Os “reds” não conseguiram, mesmo com toda a facilidade demonstrada em penetrar no último reduto dos “Saints” (ponto positivo nos processos de criação ofensiva na equipa de Jürgen Klopp), marcar qualquer golo. E isto porque a inoperância atacante foi quase total, com um só remate enquadrado em 16 e 11 deles foram realizados mesmo na área dos anfitriões. Só seis equipas em outros tantos jogos esta temporada na prova havia conseguido pior, ou seja, zero com boa direcção.

Em Itália, o Nápoles também fixou um novo máximo destas acções, nada menos que 61, mais um do que a própria formação napolitana havia conseguido apenas três dias antes, na goleada por 4-1 em casa do Cagliari. No caso do embate desta quarta-feira, os comandados de Gennaro Gattuso remataram muito (29 vezes) e enquadraram também bastante. Foram nada menos que dez os disparos à baliza visitante sem, contudo, marcarem mais do que um golo a um inspirado Ivan Provedel na baliza.

Destaques individuais

Em Southampton, Sadio Mané foi o jogador com mais acções com bola na área contrária. Ao todo foram 22, número que é também um novo máximo individual na Premier League 20/21. O senegalês foi o mais rematador da partida, com quatro disparos, mas apenas enquadrou um (sim foi ele) e três desses “tiros” foram realizados já no interior da área contrária.

Quanto ao Nápoles, Lorenzo Insigne esteve no melhor e no pior da equipa. A começar pela variável que destacamos nesta peça. O atacante italiano somou 17 acções com bola na área do Spezia, segundo valor mais alto esta época no campeonato transalpino, atrás das 18 de Zlatan Ibrahimovic, do Milan, em casa ante o Hellas Verona. O problema foi o desperdício, o que ajuda a explicar o desaire da sua equipa em contraste com a facilidade de romper as linhas defensivas contrárias. Insigne falhou quatro ocasiões flagrantes neste jogo, novo máximo desta Serie A, isto apesar de ter feito oito remates na grande área (em 11), segundo registo mais esta época, enquadrando quatro.

E o que está a fazer Fernando Llorente na imagem de destaque desta peça? É que o espanhol jogou apenas 12 minutos e, nesse curto espaço de tempo, somou sete acções com bola na área contrária, terceiro número mais alto do jogo. E também sem resultados práticos. Sintomático.

GoalPoint
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