O Sporting joga hoje uma cartada importante para o imediato, mas também para o que resta da temporada e na avaliação que pode ser feita do sucesso da mesma, lá para Maio. Os “leões” defrontam o Steaua na segunda mão do “play-off” da Liga dos Campeões, na Roménia. A primeira, em Alvalade, terminou com um nulo, apesar do domínio leonino em quase todo o encontro. Mas afinal o que faltou em Lisboa? O que precisa a equipa de Jorge Jesus para apurar-se para a fase de grupos e arrecadar quase 15 milhões de euros?

Primeiro revisitemos os números e ratings do primeiro jogo:

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Factos do primeiro jogo

  • O Sporting dominou claramente o seu adversário, com 61% de posse de bola, dez cantos contra dois, 82 duelos individuais ganhos para 57 dos romenos, 15 remates contra sete.
  • “Leões” foram muito mais seguros no passe, com 81% de eficácia em comparação com os apenas 66% do seu adversário. E fizeram muito mais entregas – 421/286.
  • A equipa lusa colocou a bola na área adversária 55 vezes, contra 11 dos romenos. A formação de Jorge Jesus fez 24 cruzamentos, muitos à procura de Bas Dost, Steaua somente oito.

  • Apesar de tudo, o Steaua conseguiu criar duas ocasiões flagrantes de golo (ou seja com apenas o guarda-redes pela frente), contra apenas uma dos “leões”. E o número de disparos enquadrados foi igual para os dois lados: apenas três, apesar da superioridade leonina no número de disparos (mais do dobro).
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O que precisa de melhorar

  • O Sporting dominou e foi superior, mas aparentemente deixou-se apanhar na “teia” do Steaua. Os muitos cruzamentos e bolas colocadas na área tiveram pouca correspondência efectiva em remates enquadrados.
  • Apesar da fraca qualidade do Steaua no passe, os romenos conseguiram mais uma ocasião flagrante que os “leões”, e o mesmo número de remates enquadrados em menos de metade das tentativas. O posicionamento defensivo para evitar transições rápidas e espaços será fundamental, face à velocidade dos homens da casa. Alibec, por exemplo, enquadrou os seus três remates (todos os do Steaua) e ainda realizou quatro dribles eficazes em sete tentativas, números relevantes para um ponta-de-lança.

  • Mais tranquilidade na hora de finalização. Rematar 15 vezes e só em três delas enquadrar o disparo não é bom para as exigências da Liga dos Campeões.

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