A época 19/20 abriu com um resultado memorável, ainda que com sentimentos diferentes, para benfiquistas e sportinguistas. Feita a análise do 5-0 que sagrou o Benfica como o vencedor da edição 2019 da Supertaça, olhamos algumas as notas que ficam da noite de alguns nomes, que por razões diferentes merecem um destaque tão detalhado com Pizzi e Rafa, indiscutivelmente as figuras da partida.

Bruno Fernandes: um (possível) adeus amargo mas aplicado

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Terá sido este o último jogo do “motor” leonino de “verde-e-branco”? A questão terá resposta até ao próximo fim-de-semana mas a verdade é que a promessa de mega-transferência não impediu Bruno Fernandes de dar tudo o que tinha na final do Algarve. Mesmo saindo goleado, o médio foi o mais rematador em campo, o que mais disparos enquadrados somou e, a par de Rafa, o que mais passes para finalização ofereceu.

Odisseas Vlachodimos: enquanto ponderam no mercado vou decidindo eu em campo

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Enquanto o Benfica decide quem contratar para fazer “sombra” ao grego (resta saber de que dimensão), Odisseas vai somando exibições decisivas. Já o tinha feito frente ao Milan, voltou a fazê-lo, agora a doer, ante o Sporting, ao ponto de fechar o jogo com o quinto melhor rating da noite. Sendo certo que apenas duas das sete defesas que somou responderam a remates dentro da área, convém ter em conta que não só teve de parar ameaças de longa distância do “especialista” Bruno Fernandes, como ainda foi obrigado a reflexos felinos para evitar que um corte deficiente de Ferro terminasse dentro da sua baliza logo a abrir o jogo.

Tavares e Thierry, o futuro lateralizado?

Os ratings finais podem não ser vistosos mas os sinais deixados pelos “miúdos” que ocuparam a lateral-direita defensiva de ambas as equipas são promissores. Foi pelo flanco servido por Nuno Tavares (lateral-esquerdo de origem) que o Benfica mais atacou. O mesmo sucedeu com Thierry Correia no Sporting, sendo que, no seu caso, chegou a ser o melhor em campo dos “leões” em vários momentos do jogo. Correia terminou, aliás, a partida como o jogador com mais dribles eficazes e um dos três com mais passes interceptados.

A bola é de Florentino e ninguém lha tira

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Quem nos segue já não se surpreenderá com os números habitualmente positivos de Florentino Luís, o jovem que apareceu na equipa principal do Benfica a meio da Liga NOS 18/19 para ainda a concluir com a maior média de desarmes a cada 90 minutos. Desta feita Florentino destacou-se não só pela capacidade de interromper jogo como também por manter bola: em 46 posses perdeu apenas duas para o adversário, na sequência dos dois únicos passes que falhou.

RDT: Soa a marca de insecticida mas promete ser muito mais do que um homem de área

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Raúl de Tomás não marcou, não assistiu e nem sequer rematou muito, mas tudo o resto que fez em campo indica que os “encarnados” poderão ter feito mais uma escolha certeira no mercado. O espanhol terminou com 48 acções com bola, apenas menos duas do que Pizzi, o que já diz muito sobre a sua influência na manobra benfiquista, apesar de ser um jogador acabado de chegar. Os números com que terminou a final parecem indicar a capacidade para oferecer desequilíbrios e municiamento (81% de passes certos) na frente de ataque, fazendo lembrar a melhor expressão daquilo que fazia de Jonas, mais do que apenas um homem de área. Resta confirmar o lado de “matador”.