Surpresas: Swansea City, a jóia de Gales

Os “swans”, ou cisnes, estão a fazer uma boa época em Inglaterra e possuem argumentos ofensivos para lutar por um lugar nas provas europeias.

Os swans ascenderam à Premier League em 2011, não tendo parado de surpreender desde então (foto: B. Stares/Shutterstock)
Os swans ascenderam à Premier League em 2011, não tendo parado de surpreender desde então (foto: B. Stares/Shutterstock)

Um clube que apesar de ser do País de Gales, joga na Premier League, principal Liga de Inglaterra, que está actualmente no segundo lugar da tabela classificativa com três vitórias em três jogos, e que já teve como ilustres treinadores nomes como John Toshack, Brendan Rodgers, Michael Laudrup ou Roberto Martínez. Quando Brendan Rodgers pegou no clube na época de 2010/2011, após ter deixado a coordenação da academia do Chelsea (nomeado para o lugar por José Mourinho), conseguiu um surpreendente terceiro lugar nos play-offs da segunda divisão Inglesa. Já na primeira divisão o treinador institui nos galeses um futebol ofensivo muito agradável aos adeptos, que lhes garantiu o décimo primeiro lugar na época de estreia, feito esse hercúleo para um conjunto vindo do País Gales.

Competitividade britânica

Para 2014/2015 esta modesta equipa treinada por Garry Alan Monk, treinador inglês de 35 anos que serviu dez épocas no clube como defesa-central, pode ter ambições muito interessantes. Uma qualificação para a Liga Europa é um objectivo perfeitamente concretizável para os comandos de Monk. Com adversários bem preparados e treinados como são os casos de Everton, Aston Villa ou mesmo Southampton, os jogadores dos “swans” terão sem dúvida alguma de se esforçar bastante. Mas o plantel bem reforçado tem mais que capacidades de sucesso para esta missão. Com jogadores experientes e de classe como Fabianski, Ashley Williams, Leon Britton e até Batéfimbi Gomis, o Swansea tem a estabilidade e maturidade no plantel para, em conjunto com jovens valores como Ki Sung-Yueng, Sigurdsson, Jonjo Shelvey ou Nathan Dyer, poder lutar com os melhores por um bom lugar nesta Liga de renome mundial.

Ataque demolidor

O Swansea tem implementado desde há três ou quatro épocas uma filosofia de jogo bastante ofensiva que usa sobretudo os seus corredores laterais como principal arma, de forma a poder jogar de forma vertical e rápida com recurso a muitos remates de meia distância ou bolas em profundidade. Com seis golos marcados em três jogos e muitas mais ocasiões criadas, esta é uma equipa bem treinada e que revela óptimas rotinas de treino. Na frente os “cisnes” têm jogadores de fazer inveja a muitas das equipas da sua Liga, elementos esses que são, por exemplo, Wilfried Bony – costa-marfienense que joga como ponta-de-lança centro e é muito forte fisicamente -, Gomis – avançado francês vindo do Lyon com muita experiência e boa qualidade na altura da finalização -, Jefferson Montero – equatoriano que brilhou no último Mundial e que, jogando a partir de uma ala ou atrás do avançado, consegue desmoronar qualquer equipa devido à sua excelente técnica no drible -, Nathan Dyer – o pequeno “rato atómico” inglês que usa a velocidade e técnica muito acima da média para percorrer o corredor direito de forma exímia e muito perigosa. http://youtu.be/ZCFCWCl7cK4 Os melhores momentos dos “cisnes” na época 2013/14

“Cisnes” frágeis

Apesar de tudo o poderio ofensivo do Swansea, existe também o contrapeso de ter uma defesa algo frágil. Têm apenas um elemento de qualidade inquestionável na linha defensiva, de seu nome Ashley Williams, um central inglês fortíssimo fisicamente, muito competente a nível defensivo e que tem qualidade também a sair a jogar de bola controlada. De resto nota-se a falta de um “trinco” que mantenha os equilíbrios defensivos e que sobretudo tenha um bom entendimento do momento defensivo do jogo, de forma a efectuar as coberturas de forma correcta. Com Jordi Amat e Federico Fernandéz, parte desse problema pode ser resolvido, mas Kyler Bartley não é uma opção credível e os defesas-laterais deixam algo a desejar, sobretudo defensivamente. Esta defesa galesa tende a fazer demasiadas faltas em zonas perigosas do terreno e revela fragilidades quando defende bolas paradas.