A Taça das Confederações chegou ao fim e o vencedor foi um suspeito do costume em termos de títulos internacionais, apesar da estreia na conquista deste troféu em particular. A Alemanha surgiu em prova com muitas caras novas e algumas da suas principais estrelas de fora, como Manuel Neuer, Jerôme Boateng, Thomas Müller ou Toni Kroos, mas tal não impediu os campeões do Mundo de apresentarem um conjunto altamente competitivo e baterem a concorrência.

Aliás, a Alemanha coloca quatro jogadores no XI GoalPoint desta Taça das Confederações, tendo como base o nosso GoalPoint Ratings. Nesta selecção dos melhores desempenhos individuais surgem ainda três jogadores da Selecção portuguesa. Os campeões da Europa não perderam qualquer jogo, a não ser já nas grandes penalidades ante o Chile, e terminaram num meritório terceiro lugar, atrás do campeão da América do Sul, o Chile – que coloca dois jogadores neste “onze”.

Por opção metodológica, e para tornar justa esta nossa selecção, contabilizámos apenas jogadores que tenham actuado pelo menos 271 minutos. Confira, também, os melhores à altura da fase de grupos.

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Ter Stegen (Alemanha) 6.30 – Deixar Manuel Neuer em casa e ainda assim vencer a prova e ter o melhor guarda-redes não é para todos. Mas para a Alemanha é. Ter Stegen bateu toda a concorrência e, para tal, muito contribuiu a exibição na final, onde foi o melhor em campo, com um rating de 7.0, graças a oito defesas. No total parou 86% dos remates enquadrados que enfrentou, o máximo da prova.

Cédric Soares (Portugal) 6.49 – Que grande prova fez o lateral do Southampton. Teve o quarto melhor rating deste lote, graças a exibições de excelente nível. Estreou-se a marcar pela Selecção, somou 5,7 recuperações de bola por jogo, realizou uma média de 70,5 acções com bola e 2,7 desarmes certos por partida.

Néstor Araújo (México) 5.70 – O central mexicano marcou um golo e esteve muito certo a defender. Ganhou 60% dos duelos aéreos defensivos e conseguiu 2,6 intercepções por jogo, o mehor registo da prova.

Pepe (Portugal) 6.32 – O esteio defensivo da Selecção das “quinas”. De saída do Real Madrid, Pepe salvou Portugal no jogo de atribuição do terceiro lugar, ao marcar nos descontos o golo que levou o jogo para prolongamento. Fez 2,5 desarmes por jogo, ganhou 71% dos duelos defensivos que disputou e foi, de longe, o rei dos alívios, com uma média de 8,3 a cada 90 minutos.

Beausejour (Chile) 5.72 – Este chileno de nome estranho destacou-se entre os laterais-esquerdos. Esteve muito certo no seu flanco, apesar de não deslumbrar. Terminou com um registo de 6,5 recuperações de bola em média por partida, 1,9 desarmes e 1,2 passes para finalização.

H. Herrera (México) 6.02 – O portista foi o melhor entre os mexicanos, salvando-se da mediania da sua equipa no descalabro ante a Alemanha nas meias-finais (derrota por 4-1). Assinou três assistências ao longo da competição, uma média de 2,3 passes para finalização por partida e acertou 88% dos seus passes. Curioso ainda o facto de, com 2,1 dribles eficazes por jogo, ter sido o terceiro melhor da prova, atrás de Alexis e Draxler.

Leon Goretzka (Alemanha) 6.62 – Uma das boas surpresas deste torneio. O médio do Schalke 04, de apenas 22 anos, marcou três golos em quatro jogos – dois deles ao México nas meias-finais -, numa média de três disparos por partida, 1,3 enquadrados. Mas não se limitou a atacar: registou 3,5 desarmes por encontro, 2,1 intercepções e 7,2 recuperações de posse.

Julian Draxler (Alemanha) 6.84 Ainda assim, Goretzka não conseguiu chegar ao nível da grande estrela desta renovada Alemanha. Draxler, jogador do PSG, foi o segundo melhor da competição, apesar de apenas ter feito um golo e uma assistência. Mas foi um dos principais municiadores do jogo germânico, com 2,9 passes para finalização em média por jogo, 91% de passes certos – 84% no último terço -, e teve sucesso em 57% dos 4,8 dribles que tentou a cada jogo.

Arturo Vidal (Chile) 6.89 – O melhor jogador da Taça das Confederações. Marcou um golo, fez uma assistência, mas esteve em todo o futebol do Chile, com 71 acções com bola por partida. Realizou 3,8 remates por encontro (1,3 enquadrados), 2,4 passes para finalização, e mesmo jogando a médio-ofensivo foi, com 3,8 desarmes por jogo, o rei da prova neste particular.

Timo Werner (Alemanha) 6.15Três golos e duas assistências – uma delas na final – são o pecúlio de Timo Werner, uma verdadeira máquina no ataque alemão. O goleador do Leipzig converteu 50% das ocasiões flagrantes de que dispôs, numa média de 3,4 remates por jogo (1,9 enquadrados). Destaque ainda para o facto de ter acertado 89% dos passes que realizou no último terço do terreno.

Cristiano Ronaldo (Portugal) 6.10 – Deixamos a grande estrela da prova para o fim. O melhor jogador do Mundo em 2016 esteve em bom plano, apesar de Portugal se ter quedado pelo terceiro lugar. Fez dois golos e uma assistência, realizou uma média de 4,2 remates por encontro (melhor da prova) e ganhou 67% dos duelos 15 duelos aéreos ofensivos que disputou.

Suplentes:

Rui Patrício (Portugal) 5.94 – Guarda-Redes
Maurício Isla (Chile) 6.08 – Defesa-Direito
Héctor Moreno (México) 5.68 – Defesa-Central
Sebastian Rudy (Alemanha) 5.71 – Médio-Defensivo
Charles Aránguiz (Chile) 5.90– Médio-Centro
Alexis Sánchez (Chile) 5.60 – Extremo-Esquerdo
Eduardo Vargas (Chile) 5.55– Ponta-de-Lança