Táctica: O “leão” que se apresenta na Luz

Aprofundamos o onze e as opções tácticas que Marco Silva deverá pôr em practica no derby deste fim-de-semana, à luz do que o seu Sporting mostrou até agora.

André Martins é um dos habituais "vértices" do miolo leonino (foto: J. Trindade / Infografia: GoalPoint)
André Martins é um dos habituais “vértices” do miolo leonino (foto: J. Trindade / Infografia: GoalPoint)

O Sporting CP, vem de um empate e de uma vitória na Liga portuguesa e enfrenta agora o SL Benfica num dos jogos mais esperados do ano. Marco Silva tem nesta partida uma prova de fogo quer a nível pessoal, quer a nível da consolidação da própria equipa. Um derby que será bastante diferente de todos os outros até pelo diferencial competitivo existente entre as equipas desta época e das anteriores.

Um onze (quase) sem surpresas

POSICIONAMENTO 1

Caso alinhe com o onze mais provável, Marco Silva irá apostar na estrutura que garante melhores rotinas de jogo, visto que a maioria transita da época passada. Sarr deverá manter a titularidade no centro da defesa ao lado de Maurício, uma vez que o francês fez uma boa exibição na última partida, sobretudo a nível aéreo e da segurança defensiva – pecou apenas na construção de jogo e, em certos momentos, no posicionamento defensivo. William assumirá naturalmente a posição de “trinco”, sendo que quando este não jogar será Rosell o seu “herdeiro”. Nas alas deverão jogar Carrillo e Nani, tal como sucedeu no último encontro dos “leões”, e na frente deverá ser Montero o escolhido, devido ao seu trabalho ofensivo mas também por ser forte no pressing e criação de jogo. A principal ausência do onze é o lateral Cédric Soares, a contas com uma lesão.

Na hora de atacar

POSICIONAMENTO 1(1)

No momento ofensivo o Sporting CP apresenta-se num 1-4-3-3 que evolui sobretudo em ataque rápido mas que também recorre frequentemente ao contra-ataque. Na construção baixa os “leões” tendem a circular a bola entre a defesa até que William assuma a organização e passe a Adrien ou a André Martins, os elementos que fazem a transição para a fase de construção alta. Adrien e André recorrem frequentemente ao apoio dos corredores, onde normalmente os defesas-laterais fazem over-lapping aos extremos e estes jogam quase em cunha com o avançado e exploram amiúde o jogo interior. É de referir ainda que os médios-centro não fazem movimentos de rotura nas alas de forma a explorar espaços vazios ou para criarem superioridade númerica nestas zonas. Montero tende a descair para os corredores laterais para fugir à marcação dos adversários e também para deixar alguns espaços passíveis de serem explorados pelos seus colegas. Marco Silva tem também rotinado bastante a equipa para, após a recuperação de bola no seu meio-campo, efectuar transições muito rápidas e verticais aproveitando assim o desposicionamento adversário.