Táctica: Um olhar sobre o “novo” 3-1-4-2 de Guardiola

roma-bayern

A mais recente jornada da Liga dos Campeões foi particularmente rica em golos. De entre todos os jogos houve um que para alguns constituiu apenas mais uma goleada atípica, ainda para mais aplicada aos homens da casa, mas para outros representou um caso de discussão, estudo e admiração pelo facto de ainda hoje não estar, afinal, tudo inventado. Falamos do Roma 1 – Bayern 7. Só por si os números já indiciam algo especial: A Roma vinha de um arranque de campeonato positivo, praticando bom futebol assente num dinâmico 4-3-3 que lhe havia valido, na Liga dos Campeões, uma goleada em Moscovo e um empate em Manchester, logo nada faria prever uma goleada caseira desta dimensão, mesmo tendo em conta a forma recente dos germânicos. O que fez então o Bayern de tão bem feito para obter tal resultado?

O 3-1-4-2 germânico face ao 4-3-3 italiano (fonte: Premiére Touche)
O 3-1-4-2 germânico face ao 4-3-3 italiano (fonte: Première Touche)

Discussão táctica e um pressing perfeito

À medida que o jogo ia decorrendo era curioso conferir as leituras tácticas de comentadores e especialistas internacionais. Sendo verdade que o Bayern se apresentava num 3-5-2 na ficha de jogo, a partir do primeiro minuto de jogo a fluidez e dinamismo colectivo dos bávaros geraram perplexidade e diferentes leituras sobre a forma como se iam colocando no terreno, ao ponto de, por vezes, Alonso parecer jogar a “10” e haver inclusive quem defendesse que, pelo menos em certos momentos, o campeão germânico estaria a jogar em… 3-1-2-2-2. A classificação oficial da maioria das fontes, inclusive especializadas, aponta um simples 3-5-2, mas a nossa preferência recai sobre a fantástica leitura do “Première Touche”, cujo vídeo que aqui apresentamos nos permite admirar o curioso e eficaz pressing germânico em todo o seu esplendor. Goste-se ou não, Guardiola não pára de inovar.

Leia mais sobre o tema em Première Touche.