O Benfica não quis ficar atrás de FC Porto e Sporting, e também assegurou três pontos na primeira jornada, após vencer o Tondela por 2-0, no Estádio João Cardoso. A equipa da casa nunca se escondeu e teve até boas ocasiões para marcar, mas a ineficácia em frente à baliza por parte das suas unidades mais ofensivas acabou por ser fatal.

A solução estava no banco

Sem Jonas, lesionado, o treinador do Benfica, Rui Vitória, apostou em Gonçalo Guedes para formar dupla com Mitroglou na frente de ataque, contrariando as previsões que davam conta de uma parceria entre o grego e Raúl Jiménez (que acabou por nem sair do banco).

Foi um início de jogo verdadeiramente louco, com os “encarnados” a obrigarem Cláudio Ramos a duas defesas apertadas logos nos instantes iniciais, ao que os da casa responderam com um cabeceamento perigoso de Hélder Tavares, a sair ligeiramente ao lado.

O ritmo de jogo acabou por cair rapidamente, e só de bola parada é que o nulo se desfez. Aos 39 minutos, Lisandro López, que entrara minutos antes para o lugar de Luisão, surgiu sem marcação na área e correspondeu da melhor forma a um cruzamento letal de Pizzi.

O destaque no final da primeira parte ia para Grimaldo, que registava cinco acções defensivas (numa delas negando o golo a Crislan, que surgia em posição frontal), um remate enquadrado e 73% de eficácia de passe.

Com poucas acções ofensivas dignas de registo, o Tondela fazia-se valer da qualidade do seu guarda-redes, Cláudio Ramos, que somava três defesas ao soar do apito para o final da primeira parte.

Mais do mesmo

Após o intervalo, o Tondela surgiu atrevido, e só não marcou porque, numa primeira ocasião, Júlio César respondeu com uma excelente defesa a remate de Crislan, e porque, momentos depois, Wagner, isolado, falhou o desvio na cara do guardião encarnado.

A influência de Grimaldo no jogo não parava de crescer: aos 60 minutos, era o jogador da sua equipa com mais passes, mais toques e mais remates (neste último indicador a par de Cervi). O antigo lateral do Barcelona privilegiava a troca de bola com o argentino, o que evidencia o bom entendimento na ala esquerda encarnada, algo que nem sempre esteve presente na última temporada entre Eliseu e Gaitán.

Mesmo com alguns sustos, que só não se traduziram em golo graças a boas intervenções de Júlio César, as águias acabaram o jogo a mandar, e ainda ampliaram a vantagem, fruto de uma excelente jogada individual de André Horta, a passar por três adversários antes de rematar para o fundo das redes.

Eliseu que se cuide

O lateral-esquerdo Alejandro Grimaldo foi o grande destaque da partida, com um GoalPoint Rating de 8.0. O espanhol esteve muito bem nas manobras defensivas (quatro desarmes e quatro intercepções) e deu uma valiosa ajuda no ataque (fez três remates, um deles enquadrado. Foi também o jogador da sua equipa que mais passes fez para o meio-campo adversário). Com exibições deste nível, Eliseu terá de esforçar-se para recuperar um lugar no “onze”.

A juntar à exibição de Grimaldo há o bom trabalho de André Horta 6.9, que, para além do golo apontado, demonstrou uma eficácia de passe notável (92%). Do lado do Tondela, é preciso salientar a exibição esforçada do lateral-direito Diogo Bruno 6.6, que fez quatro desarmes e sete intercepções, ganhando 68% dos duelos efectuados.

GoalPoint | Tondela vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | Ratings
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GoalPoint | Tondela vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | MVP
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GoalPoint | Tondela vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | 45m
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GoalPoint | Tondela vs Benfica | Liga NOS 2016/17 | 90m
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