Tondela 🆚 Benfica | “Águia” serve Pizzi com Cebolinha 🍕

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GRAÇAS a uma primeira parte de bom nível, o Benfica conseguiu amealhar uma vantagem preciosa e venceu nesta sexta-feira o Tondela por 2-0, num encontro a contar para a 30ª jornada da Liga NOS. Pizzi e Everton, o “Cebolinha”, cozinharam os golos dos “encarnados”, que na segunda parte adormeceram e não conseguiram acompanhar o andamento dos tondelenses – que dominaram as incidências e só não estragaram a “refeição” dos forasteiros, ora devido à ineficácia de Mario González, ora porque Helton Leite se agigantou na baliza. Com os três pontos, os vice-campeões nacionais aproveitaram o desaire do SC Braga na Madeira para fugirem no terceiro posto, tendo agora mais oito pontos do que a equipa comandada por Carlos Carvalhal.

   [ Desde muito cedo que o Benfica começou a fixar expected goals superiores ]

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Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Nos “beirões”, realce para duas mudanças: Enzo Martínez e Jhon Murillo foram substituídos por Ricardo Alves e Rafael Barbosa, respectivamente. Sem os castigados Otamendi e Weigl, Jorge Jesus apostou numa defesa com quatro elementos, onde Gilberto surgiu na direita (Diogo Gonçalves está à “pinha” com quatro cartões amarelos), no meio-campo Gabriel fez dupla com Pizzi e, no ataque, Waldschmidt foi a “muleta” de Seferovic.

  • Dificuldades “encarnadas” em ligar os sectores, muito graças à forte pressão exercida pelos homens da casa. Porém, num espaço de poucos segundos depois do minuto nove, as “águias” estiveram próximas do golo: Seferovic fez o mais complicado e desperdiçou o tento e Everton cabeceou obrigando Trigueira a mostrar reflexos.
  • No entanto, ao terceiro aviso, houve golo dos forasteiros, decorria o minuto 12. Everton arrancou, entrou na área e cruzou para a zona do segundo poste onde estava Pizzi, que atirou cruzado e não falhou. Foi o quinto tiro certeiro do médio na prova e o 15º se incluirmos todas as provas.
  • Aos 15 minutos, o “bombeiro” Bebeto foi determinante e evitou que Everton fizesse estragos. Na sequência de um canto, Waldschmidt copiou Seferovic e falhou as coordenadas da baliza quando estava sem marcação na área tondelense. O domínio lisboeta era intenso e traduzia-se em 67% da posse, cinco remates (dois enquadrados e um golo), um canto e três ocasiões de golo criadas. Ao passo que o Tondela ainda não tinha ameaçado.
  • À passagem do minuto 19, Pizzi accionou Everton no corredor esquerdo, o brasileiro arrancou, flectiu para o centro e com um “tiro” colocado desenhou um golaço. Foi o sexto golo do camisola 7 no campeonato e o sexto nesta temporada de estreia no emblema da Luz. Neste período, 50,7% das iniciativas atacantes da equipa nasceram no lado canhoto.

  • Apenas aos 22 minutos houve registo de um lance com principio, meio e fim do Tondela, quando Jaume Grau lançou Mario González, que não conseguiu ultrapassar a oposição de Helton Leite. Depois disso, o encontro entrou numa fase na qual os da casa tentavam lutar contra o prejuízo e os forasteiros iam gerindo a vantagem.

  • Ligado aos lances mais perigosos da equipa, com dois remates, um golo, uma assistência, apenas quatro passes falhados em 37 tentados (89% de eficácia), 45 acções com a bola, três recuperações dae posse, Pizzi era a unidade dentro das quatro linhas com melhor avaliação, um rating de 7.4.
  • No último sopro da primeira metade, Lucas Veríssimo esteve em evidência e cortou com mestria um remate de Mario González que poderia ter criado muito perigo. Foi apenas a segunda tentativa de visar o alvo do conjunto da casa.

  • Intervalo Exibição convincente do Benfica nos primeiros 46 minutos de acção no Estádio Dr. João Cardoso, sendo que entre o minuto nove e o 20 marcou dois golos, desperdiçou mais outras situações e conseguiu atacar de forma intensa e variando o reportório sem se desorganizar no processo defensivo. O Tondela apenas em dois momentos conseguiu assustar. O contestado Pizzi pegou na batuta e organizou os lisboetas, tendo sido o melhor nesta fase com um GoalPoint Rating de 7.3. Das acções do número 21 destacámos a intervenção directa que teve nos dois golos (um tento e uma assistência), as 56 acções que teve com o esférico e ainda para as sete vezes em que recuperou a posse, dois desarmes e uma acção defensiva no meio-campo contrário.

  • No reatamento, Lucas Veríssimo “borrou” a pintura e por muito pouco não ofereceu o 1-2 ao Tondela, valendo a intervenção de Helton Leite que negou o golo a Mario González. Perto da hora de jogo, Rafael Barbosa assistiu e o ponta-de-lança desperdiçou por escassos centímetros soberana ocasião para encurtar distâncias, e aos 61, o dianteiro voltou a estar em foco, mas perdeu de novo no “face to face” com o guarda-redes contrário. Os cinco remates dos anfitriões tiveram um denominador comum, o espanhol. Pelo meio, aos 53 minutos, Vertonghen travou um centro perigoso de Salvador Agra. 

  • A segunda metade apenas tinha um sentido, a baliza do Benfica. O Tondela tinha 48% da posse, três remates (dois enquadrados), dois cantos e uma ocasião flagrante desperdiçada. Ao passo que o máximo que os “encarnados” conseguiram foi um pontapé de canto e uma oportunidade, mais uma, falhada por Seferovic, aos 68 minutos. A equipa de JJ voltava a demonstrar que oscila demasiado durante as partidas.

  • Numa rara incursão ofensiva, Pizzi esteve perto do bis, naquele que foi apenas o segundo remate “encarnado” na etapa complementar. Na primeira parte, a equipa tinha realizado oito tentativas.
  • Na recta final da partida, após um livre directo, Grimaldo (89′) ameaçou o 0-3 e, instantes depois, Cervi não conseguiu bater Trigueira. Houve ainda espaço para o central Morato estrear-se nesta edição da Liga NOS após substituir Pizzi. 

  • O Tondela, que nos últimos seis últimos jogos só tinha perdido frente ao FC Porto, voltou a cair. Já o Benfica repetiu o “score” da primeira volta e venceu por 2-0 e com os dois “tentos” apontados atingiu a marca dos 100 golos esta temporada, se contabilizarmos todas as provas.

[ Reacção do Tondela na segunda parte fez equilibrar os posicionamentos médios ]

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O melhor em campo GoalPoint👑

Mais uma “performance” de encher os olhos e as stats de Pizzi, que voltou a calar os críticos. Nos 88 minutos em que esteve em cena, marcou um golo, gizou uma assistência, , criou uma ocasião flagrante em quatro passes para finalização, acumulou ainda mais dois remates e 98 acções com a bola. Mas não foi só a atacar que o internacional português deu nas vistas, a defender amealhou uma acção defensiva no meio-campo adversário e três intercepções. Por tudo isto, o médio foi o MVP do encontro com GoalPoint Rating de 8.7 que não deixa margem para qualquer discussão sobre a sua importância na equipa. 

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Everton 7.8 – Exibição positiva do extremo, principalmente na primeira parte, onde “infernizou” a vida aos adversários, colocando nas suas acções velocidade, intensidade, critério, eficácia e fazendo recordar toda a qualidade que tem e que apenas a espaços tem conseguido demonstrar nesta etapa na Liga NOS. Além do golaço, fez cinco passes valiosos (máximo na partida), cinco passes progressivos certos, seis acções com a bola na área adversária (outro máximo) e acertou cinco dos sete dribles realizados. A nota apenas não foi mais elevada devido aos três desarmes que sofreu e aos quatro maus controlos do esférico.
  • Helton Leite 7.3 – Parecia que iria ter um final de tarde tranquilo, mas foi obrigado a fechar a baliza e fê-lo, não, numa, nem em duas, mas sim em três ocasiões. Foi responsável por grandes intervenções, sendo que duas foram de elevado grau de dificuldade. Se o Benfica não sofreu nenhum golo em Tondela, deve-o em muito ao guardião. 

  • Bebeto 7.0 – Sofreu com velocidade de Grimaldo e Everton, mas nunca desistiu e foi a tempo se rubricar uma boa partida, tendo acertado quatro cruzamentos, cinco passes longos certos (em oito), recuperou a bola em dez ocasiões, teve quatro acções defensivas no meio-campo contrário, oito desarmes (máximo no duelo) e cinco intercepções (outro dado que mais ninguém alcançou).
  • Trigueira 6.3 – Eficiente, foi autor de quatro defesas, duas das quais foram determinantes e que negaram a festa a Seferovic e Cervi. 
  • Mario González 5.0 – Vai ter pesadelos esta noite. Sempre móvel, foi o homem mais perigoso do Tondela e não fosse a falta de pontaria, o resultado poderia ter tido outros números. Ao todo rematou em cinco ocasiões e desperdiçou duas ocasiões flagrantes. Os Expected Goals (xG) de 1,0 diz muito sobre o que o espanhol fez nestes 94 minutos de jogo.
  • Seferovic 5.0 – O suíço vive numa constante montanha-russa. É certo que é o melhor marcador da Liga com 18 tiros certeiros, mas se marcasse metade das ocasiões que desperdiça o número seria certamente mais elevado. Hoje, foram duas oportunidades flagrantes falhadas – Expected Goals (xG) de 0,8.

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