A Inglaterra perdeu no prolongamento com a Croácia, por 2-1, e está fora da final do Mundial 2018, indo agora disputar com a Bélgica o terceiro lugar. Porém, à boa campanha realizada na Rússia, os britânicos juntam um registo histórico importante. Com o golo apontado aos cinco minutos da partida desta quarta-feira, por Kieran Trippier, a formação britânica chegou aos nove golos de bola parada no Mundial, dos 12 que apontou neste certame, um máximo em fases finais da prova, desde que há registos estatísticos (1966).

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Este é um registo importante, que marca um estilo muito próprio de Inglaterra neste Mundial. Abandonado o tradicional 4-4-2 britânico, a equipa de Gareth Southgate surgiu na Rússia com um sistema táctico interessante, muito móvel, que potenciou os seus jogadores. E com uma competência nas bolas paradas de fazer inveja a qualquer equipa. Um dado que muito contribuiu para a caminhada até às meias-finais.

Este jogo teve outros factos de realce:

  • O golo de Kieran Trippier foi o primeiro de um livre directo marcado por um inglês num Mundial desde que David Beckham fez o mesmo ante o Equador, em 2006.

  • Antes deste encontro, a Inglaterra apenas havia perdido dois de 35 jogos no Mundial nos quais marcara primeiro (28 vitórias e cinco empates). A última vez que tal aconteceu foi frente ao Brasil, em 2002 (1-2).

  • Por seu turno, a Croácia havia ganho apenas um de oito jogos em Mundiais nos quais começou a perder (dois empates e cinco derrotas), um triunfo por 2-1 sobre Itália em 2002.

  • Inglaterra tornou-se apenas na segunda selecção, em 19 equipas, a perder uma meia-final de um Mundial após ter estado a ganhar. A anterior foi a Itália, em 1990, que perdeu nos penáltis com a Argentina.

  • O golo de Mario Mandzukic (108’03”) foi o mais tardio que a Inglaterra sofreu num jogo do Campeonato do Mundo.

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