MODO CARREIRA: “TAMOS MUITA FORTES…”

FIFA 16 Real Madrid

Se o modo Ultimate Team e os comuns “meetings” caseiros são as modalidades mais populares, o próximo FIFA 16 promete dar (ainda) mais razões para nos embrenharmos no modo carreira, nomeadamente a modalidade que nos permite gerir (e jogar) os clubes que vamos decidindo representar… como manager. A coisa pode ser menos complexa do que o que é oferecido por Football Manager (o que, para muitos de nós, é um factor positivo) mas se nunca experimentou não hesite: a magia do mercado e do desenvolvimento dos talentos do futuro nas suas próprias mãos está toda lá.

Por outro lado, ao contrário do que era comum nos videojogos do género num passado recente, a IA da “máquina” é hoje tão ou mais desafiadora do que a dos “campeões” lá do bairro. Duvida? Experimente (como nós fizemos em FIFA 15) iniciar uma campanha com o pior clube que encontrar no mais “reles” escalão do futebol inglês no nível de dificuldade “Legendary” e depois diga-nos coisas. É de dar com a cabeça na parede mas também de gritar golo a plenos pulmões, quando finalmente garante a promoção do Championship para a Premier League.

Outro factor digno de registo é o acerto da base de dados da EA Sports dos últimos anos no que toca à identificação dos jogadores com maior potencial de futuro, o que torna o modo particularmente interessante e realista. Embora a EA mantenha até hoje em segredo a forma como avalia os jogadores e respectivo potencial, o que já faz (e revelou) neste capítulo no jogo dedicado à NLF (Madden) permite perceber a qualidade que estará a ser aplicada a esta área, fazendo com que quem joga o modo carreira FIFA já tivesse lançado (por exemplo) Depay na alta roda do futebol há dois anos.

Ainda assim, o modo carreira apresentava ainda bastantes limitações que tornavam o jogo algo repetitivo após três ou quatro épocas. As novidades apresentadas pela EA prometem contornar esse problema. Eis as principais:

Scouting melhorado – Os relatórios de scouting costumavam ter uma validade de três meses. Agora poderá mantê-los, mesmo que a evolução dos “astros” do amanhã os torne obsoletos.

Orçamento – O orçamento disponível para cada clube não só será mais realista como poderá (finalmente) transportar as suas “poupanças” ou resultados de uma época para a outra, evitando a tradicional depressão de ver aqueles milhões arduamente ganhos na janela de transferências de inverno desaparecerem do seu mealheiro por decisão da Administração.

Empréstimos – Mais opções de empréstimo, com os empréstimos de curto prazo a aumentarem de três para seis meses (meia época) e com uma nova opção de empréstimo por duas épocas.

Jogadores livres – Já poderá contratar jogadores livres para lá do fecho da janela de transferências. Sim, exactamente como o Benfica fez com Jonas há um ano.

Torneios de pré-temporada – Quer desgraçar a sua equipa numa digressão pela Ásia ou América do Norte? Agora já o poderá fazer, tornando o “defeso” mais realista.

Treino específico – Até hoje apenas jogando podia desenvolver as suas apostas de futuro. O modo carreira oferecerá agora a hipótese de definir semanalmente o treino individual dos seus “craques”, em mais de 30 modalidades.

Substituições – Um pormenor evitável das versões anteriores, a limitação de substituições em amigáveis, vai desaparecer. Já poderá rodar o seu plantel nas suas “digressões” de pré-temporada.

Grandes transferências – A EA promete adequar o número de transferências de “grandes vedetas” por defeso, decididas pela IA, para um número adequado à realidade do futebol mundial. Mais realismo.

Valores de mercado – Outra promessa da EA passa pela melhor adequação dos valores de mercado dos jogadores à realidade actual do mercado. Provavelmente acabou-se o bug da compra de Zakaria Bakkali por “tuta e meia”.

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