SMS. Telefonemas. Comunicados. Processos. Ainda vamos na primeira jornada da Liga NOS 2015/16 e já o ambiente “queima”, infelizmente (mas como era previsível) devido a factores que pouco ou nada têm que ver com o que se passa dentro das quatro linhas.

A última notícia dá conta de um processo supostamente instaurado pelo Benfica ao seu ex-treinador Jorge Jesus por quebra de contrato, assente na alegada visita que o treinador fez à Academia daquele que viria a ser o seu futuro empregador, ainda durante a vigência do contrato que o ligava aos “encarnados”. Não me vou pronunciar sobre este ou qualquer outro dos casos que marcam as “guerras jesuítas”, pois não só não sou especialista no tema como essa não é a nossa (GoalPoint) “praia”.

No meio de tanta informação e contra-informação concluo que, naquilo que esta polémica tem de pública (as declarações públicas dos envolvidos), Jorge Jesus terá optado, certamente de forma consciente, por desperdiçar o capital de simpatia que recolhia junto de boa parte dos adeptos benfiquistas, muitos deles com a clara noção de que não foi por sua opção que saiu do clube. Por esta altura a grande maioria dos adeptos que outrora o idolatraram vão acumulando alguma antipatia para com a sua postura. É uma opção, e se Jesus a tomou certamente o fez porque acredita nos benefícios estratégicos que a mesma lhe possa trazer. A notícia do processo aplicado ao treinador demonstra também que, do lado “encarnado”, longe vão os tempos de cumplicidade entre Luís Filipe Vieira e o polémico treinador. Pelo caminho vão surgindo sinais de que existiam muitas contas a ajustar, muitas antipatias pessoais com elementos da “estrutura”, aplacadas ou remetidas para os corredores, fruto do sucesso recente que o treinador trouxe ao Benfica.

Esta época será assim, não há volta a dar. A única esperança é a de que o futebol em si consiga competir, em dimensão e qualidade, com o espectáculo “Endemol” que terá lugar para lá dos 90 minutos. Não faltarão canais dispostos a alimentar e dar palco a esta vertente pouco interessante, mas invariavelmente viciante do futebol português. Não será o nosso caso. O GoalPoint continuará a centrar-se… no futebol, o lado mais bonito e realmente inovador de todo este contexto. E no estado em que isto está a adjectivação de “refúgio” ameaça ir fazendo cada vez mais sentido, para todos os que nos lêem, por comparação com o que se irá passar no panorama dos media nacionais ao longo da época.

Seja bem-vindo ao “bunker” GoalPoint. Vamos fechar as portas de segurança, por aqui prometemos ração para toda a época, à base de, apenas e só, futebol. A nossa paixão.