O SL Benfica deu um passo atrás na luta pelo título, ao não ir além de um empate 0-0 na visita ao União da Madeira, em jogo em atraso referente à 7ª jornada da Liga NOS. Um encontro que teve praticamente um só sentido, mas o futebol – desde há muito tempo… -, é um desporto com balizas, e quem não lhes sabe acertar arrisca-se a não conseguir nada de relevante. Foi o que aconteceu às “águias”, que encontraram um adversário muito fechado, é verdade, mas não conseguiram ser competentes em frente à baliza, apesar do intenso domínio.

Os números finais são motivo para reflexão por parte dos “encarnados” que, com o empate desta terça-feira, o seu primeiro esta época na Liga, ficam a sete pontos do Sporting CP e a cinco do FC Porto.

Liga NOS 2015/16 - J7 - União vs Benfica
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Desde cedo se adivinhou como seria o jogo em termos de sentido. Perante um dos “aflitos” na tabela, que havia perdido por 6-0 com o Paços de Ferreira dias antes, o Benfica pegou no jogo e nunca baixou dos 70% de posse de bola. No primeiro tempo esteve discreto no remate, apenas quatro, contra um do União, mas o único disparo com boa direcção pertenceu aos insulares, que conseguiram ainda três cantos contra um dos visitantes.

A segunda parte acentuou estes números – a posse de bola manteve-se praticamente inalterada -, em especial os remates. Os “encarnados” tiveram muita bola, mas não tiveram engenho e criatividade colectivas para criar as situações ideais para finalizações de qualidade. Não espantam os 17 remates finais contra quatro, com apenas dois enquadrados para o Benfica e um para o União, e os cinco cantos para cada lado. É caso para dizer perante estes números que, apesar do domínio lisboeta, o jogo poderia ter caído tanto para um lado quanto para o outro. E o União nem precisou de realizar a terceira substituição.

Joãozinho que foi “Joãozão”

O Benfica atacou muito, como já referimos, mas mal. Para além da desinspiração individual e colectiva, as “águias” sentiram grandes dificuldades para fazer fluir o seu jogo pelas faixas laterais (e centrais, diga-se), muito por culpa de Joãozinho. O defesa-esquerdo do União foi o que mais pontos (6.4) somou no GoalPoint Ratings, sendo por isso o nosso homem do jogo. Realizou seis desarmes, seis alívios, e duas intercepções, foi quem mais tocou na bola na equipa do União (53) e ganhou oito dos dez duelos individuais que travou.

Num jogo em que os ataques estiveram longe da eficácia das defesas, Jardel surge logo a seguir na eleição dos melhores em campo, com 6.3 no GoalPoint Ratings, graças a oito recuperações de bola, quatro intercepções, 66,7% de 9 duelos ganhos, e ainda um remate e um passe para ocasião.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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