O Sporting CP averbou a primeira derrota na Liga NOS de 2015/16. A equipa de Jorge Jesus caiu na visita ao União da Madeira – que tinha imposto ao Benfica um nulo há poucos dias -, por 1-0. Mas apenas se pode queixar de si própria e da falta de eficácia no momento da finalização. Os números finais dos “leões” davam para garantir os três pontos com alguma tranquilidade, mas a pontaria foi fraca e os insulares foram competentes na hora e punir tanto desperdício.

Liga NOS 2015/16 - J14 - União da Madeira vs Sporting
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O domínio leonino foi total, tanto na primeira, como na segunda parte. Sem William Carvalho, que não saiu do banco, Jorge Jesus deu a ideia, com a aposta de ataque total na figura de Gelson Martins, de que no seu íntimo talvez fossem “favas contadas” – frente a um União que, apesar de ter travado o Benfica, vinha a fazer um campeonato… fraquinho, fraquinho. Mas no futebol tudo muda e a turma de Norton de Matos completou o segundo jogo frente a equipas grandes sem sofrer golos, e desta vez ganhou. Com uma defesa férrea, à boa moda do “autocarro”, é certo. Basta olhar para os números finais para o perceber. O Sporting terminou com 24 remates, 16 deles de dentro da área do União, 74,1% de posse de bola, 32 cruzamentos de bola corrida, 13 cantos, 82,8% de passes certos. Mas com tudo isto apenas conseguiu enquadrar cinco dos seus remates (!).

Desta vez os cruzamentos não foram devidamente aproveitados pelo poder de Slimani no jogo aéreo, pois o argelino ganhou apenas dois dos seis duelos pelo ar. Os 62,5% de duelos aéreos ganhos pelo central do União, Paulo Monteiro, ajuda a explicar o “drama” de Slimani nesta partida. E depois estava André Moreira na baliza, com cinco defesas. Estava escrito que o Sporting podia estar toda a noite a jogar que não conseguiria marcar, e Danilo Dias, aos 69 minutos, acabou por castigar a fraca prestação leonina no ataque, com o único golo da partida.

Ruiz destoa da mediania

No meio de tanto desperdício e dificuldades de derrubar a muralha do União, houve um jogador leonino que se destacou dos demais em termos de produção individual. Bryan Ruiz foi o mais inconformado e o que mostrou mais qualidade. Fez três remates, quatro passes para ocasião e teve sucesso nos dois dribles que realizou, e no GoalPoint Ratings somou 6.9. Adrien Silva (6.3) também esteve bem, lutou bastante, recuperou oito vezes a bola, teve sucesso em 83,9% dos 87 passes que realizou, tocou 111 vezes na bola e ganhou 62,5% dos 16 duelos individuais que disputou.

No União há um destaque óbvio. Como já referimos anteriormente, o defesa-central Paulo Monteiro (6.2) esteve irrepreensível e foi um dos motivos da desinspiração ofensiva dos “leões”. Dez alívios, duas intercepções, 66,7% de duelos individuais ganhos, 62,5% dos oito que disputou pelo ar são cartão de visita de respeito.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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