Portugal defronta este sábado o Uruguai, em Sochi, nos oitavos-de-final do Mundial 2018. Um jogo que promete ser escaldante, entre o campeão da Europa e uma das mais fortes selecções sul-americanas, duas vezes campeão do Mundo.

Não nos víamos desde os anos 70

Este será apenas o terceiro encontro entre as duas formações e primeiro no palco maior do Campeonato do Mundo. Aliás, as duas selecções não jogam entre si desde Julho de 1972, quando empataram 1-1 no Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. Portugal venceu a outra partida, por 3-0, num amigável realizado em Lisboa, em 1966, pelo que a equipa das “quinas” nunca perdeu com o seu adversário de sábado.

O conjunto orientado por Fernando Santos terá pela frente um adversário reconhecidamente temível. A “celeste” venceu o Grupo A, só com vitórias, batendo mesmo a anfitriã Rússia por 3-0, e ainda não sofreu qualquer golo no Mundial 2018. A esse número não é alheio o facto de apenas ter permitido seis remates enquadrados em três jogos. Para além do mais, os cinco golos que Luis Suárez e companhia marcaram saíram todos de lances de bola parada – três de pontapés-de-canto, um de livre directo e outro de livre indirecto. Portugal terá de se precaver, assim, para este tipo de lances, e os defesas terão, certamente, uma importância fulcral neste pormenor. Mas já lá vamos.

Ao invés, os uruguaios vão ter de cuidar-se em relação aos remates de longa distância de Portugal. A formação lusa soma quatro golos, e três deles foram marcados de remates de fora da área. Números interessantes que lançam o olhar a outros valores.

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O comparativo entre as duas equipas não deixa muita margem para satisfação para o lado português. Não são muitas as variáveis de jogo em que nos possamos gabar de estarmos a fazer melhor do que o Uruguai. O alento vem do facto de os números de Portugal melhores que os do Uruguai terem ligação com acções ofensivas. Para além da melhor competência no drible e nos passes certos para o último terço do terreno, os campeões da Europa têm uma melhor taxa de concretização de remates e uma muito superior conversão de ocasiões flagrantes. Algo que poderá ser muito importante perante uma defesa uruguaia que tem fama de muito sólida.

Mas os sul-americanos registam mais remates, mais passes para finalização e ocasiões flagrantes criadas e, na retaguarda, apresentam números que sugerem muitas dificuldades para a formação das “quinas”. Para inverter essa tendência, teremos de contar com 11 jogadores no melhor das suas capacidades.

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