Sabe qual é a semelhança entre a Supertaça e o videojogo Football Manager 16? Ambos são muito aguardados, neste momento.

A horas da realização do primeiro e algumas semanas do lançamento do segundo, decidimos dar bom uso à ultima versão do melhor simulador de estratégia futebolística do mercado, e usá-lo para tentar prever o que poderá acontecer no Algarve nesta noite de Domingo.

Actualizámos os planteis para reflectir a realidade actual de cada clube, criámos clones de Rui Vitória e Jorge Jesus como adjuntos das respectivas equipas e depois de tomar conta de ambas fomos de férias e deixámos a inteligência artificial fazer o resto. Conclusão: se o que suceder (ou tiver sucedido, caso leia este artigo já após a realização do jogo) no “jogo real” se aproximar do que a nossa “simulação” ofereceu não ficaremos mal servidos no que toca a espectáculo e emoção. Passamos a descrever a “realidade” que o FM nos desenhou.

O DUELO DO VERÃO

Ambos os treinadores partiram para jogo nos seus esquemas tácticos preferidos mas o Benfica teve o primeiro contra-tempo ao perder Jardel no dia anterior ao jogo. Lisandro López foi chamado para o seu lugar e no banco já aparecia o grego Mitroglou. Já Jorge Jesus decidiu não contar ainda com Aquilani e Bruno Paulista e usou o mesmo onze da apresentação contra a Roma.

Supertaça 2015/16: os onzes
Os onzes

Se alguns esperarão mais logo um jogo “real” mais cauteloso e calculista dada toda a pressão que envolve esta Supertaça a verdade é que o FM “realizou” tudo menos isso.

O Benfica entrou mais dominador com muita posse de bola e vários remates sobretudo por intermédio de Jonas e Talisca. As coisas pareciam mal paradas para o Sporting com Rui Patrício a ser o melhor em campo. Apenas aos 41 minutos Téo Gutiérrez dá um ar da sua graça, arrancado da esquerda para o meio e passando por dois jogadores do Benfica, antes de rematar à entrada da área para grande defesa de Júlio César. Esta acabou por ser aliás a melhor oportunidade da primeira parte.  Jorge Jesus não estava contente e  decidiu fazer duas alterações ao intevalo.

MUDANÇAS E… GOLOS

O errático Naldo deu lugar a Rúben Semedo após um primeiro tempo terrível, e João Mário, que estava a ser “engolido” for Samaris e Fejsa foi substituido por André Martins. Seis minutos após o arranque da segunda metade “JJ”, visivelmente cansado com a falta de “explosão” de Bryan Ruiz decidiu trocar o costa-riquenho por Carlos Mané, esgotando assim as substituições leoninas. A impaciência do “mestre da táctica” acabaria por ser recompensada aos 58 minutos, quando num pontapé de canto Jonas, pressionado por André Martins, tenta cabecear para canto mas engana Júlio César para o 0-1. O marcador era aberto…de auto-golo.

Supertaça 2015/16: Auto-golo Jonas
Jonas marca… na baliza errada.

O  primeiro golo chegava contra a corrente do jogo e Rui Vitória, tendo noção disso, não muda nada até aos 68 minutos, quando Anderson Talisca é forçado a sair por lesão. O treinador do Benfica chama então Carcela-González para jogar na ala direita, mas o marroquino, apesar de entrar bem no jogo ,também não estava a conseguir chamar o golo. Aos 79 minutos Rui Vitória faz a vontade aos adeptos e chama Mitroglou.

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