Vitória SC 🆚 Benfica | “Águia” passa tranquila em Guimarães e continua a voar no topo

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Naquele que era apontado como o mais duro teste à sua liderança até ao momento, o Benfica passou com relativa tranquilidade em Guimarães. Frente a um Vitória que tentou discutir o jogo de igual para igual no ataque, mas que errou demais na defesa, as “águias” voltaram a não cair na cidade-berço (onde desde 2016 só sabem ganhar) e, de forma segura, mantêm-se firmes no topo da classificação, 100 por cento vitoriosas ao fim de sete jornadas, o que não acontecia há 39 anos.

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Erros defensivos de um lado, frieza ucraniana a finalizar do outro

O encontro até começou numa toada de parada e resposta. Aos 22 minutos as “águias” já tinham rematado por quatro vezes e os vimaranenses por duas. A partir daí, porém, o domínio encarnado acentuou-se, com os pupilos de Jorge Jesus a aproveitarem os erros defensivos contrários para ganharem vantagem. À passagem da meia hora, assistência de Vertonghen (a primeira de “águia ao peito” do belga) e classe de Yaremchuk, isolado, a finalizar. O seu terceiro golo em cinco jogos na Liga portuguesa. O quarto chegou logo depois. Perda de bola de Borevkovic e o ucraniano, outra vez isolado, a bisar.

Endiabrado (e com a defesa da casa totalmente desorientada), o ex-Gent até podia ter chegado ao “hat-trick” logo a seguir. Darwin também ficou perto de marcar em cima do apito para o final de uns primeiros 45 minutos em que o Benfica logrou 17 acções na grande área contrária e 13 remates (três dos quais na direcção do alvo, todos por Yaremchuk), justificando inteiramente a vantagem.  

A segunda parte começou com o Vitória a correr atrás do prejuízo, a crescer no que ao tempo de posse de bola diz respeito e a surgir mais vezes no último terço do terreno mas, com os anfitriões balanceados para ao ataque, foi o Benfica a voltar a marcar, numa das rápidas transições ofensivas que ia tentando. Rafa conduziu, João Mário rematou, a bola desviou num adversário e entrou. Tudo decidido no D. Afonso Henriques, pensou-se, mas os “conquistadores” ainda deram um ar da sua graça e, na transformação de uma grande penalidade a castigar falta de Lucas Veríssimo sobre Rochinha, Bruno Duarte não perdoou. Nada que impedisse o Benfica de somar a sétima vitória em sete jogos nesta edição da Liga portuguesa. 

[ Veríssimo comandou as principais saídas de bola e isso também trouxe Lázaro mais ao jogo ]

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O MVP GoalPoint👑

Num jogo de feição às suas características, sobretudo à medida que os minutos foram passando, com o Vitória a deixar espaço para as rápidas transições ofensivas do Benfica, Rafa deu seguimento ao bom início de época que vem protagonizando e voltou a mostrar-se muito importante em mais um triunfo dos “encarnados”. O internacional português assistiu João Mário para o golo que sentenciou a partida numa dessas rápidas transições, isolou Yaremchuk no lance em que o ucraniano perdeu a oportunidade de fazer o “hat-trick”, só falhou um dos cinco dribles que tentou e totalizou sete passes aproximativos. Tudo junto, valeu-lhe um GoalPoint Rating de 7.3 e o “título” de MVP do encontro.

Outros  Ratings 🔺🔻

Destaques do Vitória

Rafa Soares 6.2 – Totalista pelos minhotos ao fim de sete jornadas, o lateral-esquerdo foi quem mais se destacou nos anfitriões. Terminou o encontro com nove passes valiosos e oito cruzamentos, quatro dos quais eficazes (tudo máximos do jogo). A defender foi também um dos jogadores que mais desarmes fez no encontro (três).

Alfa Semedo 5.7 – A defrontar a sua antiga equipa, o médio-defensivo destacou-se sobretudo, a jogar pelo ar, tendo sido que mais mais duelos aéreos defensivos disputou (oito) e ganhou (seis). A isso somou ainda dois desarmes, dois alívios e duas intercepções. Pecou nas perdas de bola (dez) ainda que só uma tenha sido no primeiro terço do terreno.

Marcus Edwards  5.2 – Era dele que os adeptos da casa mais desequilíbrios esperavam e o extremo inglês não se escondeu, com 45 acções com bola, cinco das quais já na grande área do Benfica. Num dos aspectos pelo qual se costuma destacar, foi bem sucedido em três dos cinco dribles que tentou e ainda fez três remates, mas nenhum na direcção do alvo.

Destaques do Benfica

Roman Yaremchuk 7.2 – Figura da primeira parte, com os dois golos que levaram o Benfica em vantagem para o intervalo, o ucraniano foi o único a rematar na direção do alvo nos primeiros 45 minutos. Mas não se destacou só pelos golos, pelas soluções de passe que deu aos colegas, recolhendo com êxito 11 passes aproximativos.

Jan Vertonghen 6.9 – O belga fez a assistência (a sua primeira desde que está em Portugal) para o golo inaugural da partida, com um fantástico passe a rasgar a defesa contrária, e ainda criou outra ocasião flagrante. A defender, destacou-se pelos quatro alívios.

João Mário 6.4 – Marcou o golo que selou o triunfo encarnado num dos dois remates que fez no jogo foi um dos que mais acções com bola teve no jogo (65) e ainda ajudou no meio-campo defensivo, com sete recuperações de bola.

Darwin Nuñez 6.4 – Desta vez o uruguaio ficou em branco, mas esteve em evidência no que toca às conduções aproximativas e super aproximativas (até se “pegou” com Jesus ao não decidir da melhor forma numa delas) e foi bem sucedido em quatro dos cinco dribles que tentou. Pecou, contudo, ao perder sete bolas e não se livrou, então, dos “puxões de orelhas” do treinador.

Valentino Lazaro 6.4 – Titular pela primeira vez nas “águias”, o austríaco esteve bem a defender, com quatro alívios e dois passes interceptados, e no ataque até fez mais cruzamentos do que Grimaldo, no outro flanco (quatro, contra três do espanhol).

Nicolás Otamendi 6.3 – Foi quem mais duelos defensivos travou (seis), mas só ganhou dois, numa luta intensa com o possante Estupian. Destacou-se pelas sete bolas que recuperou e pelos oito alívios que efectuou (de longe, o melhor do Benfica nesse capítulo).

Julian Weigl 6.3 – Eficaz como nenhum, outro no passe (só falhou três), totalizou oito passes aproximativos e, a defender, recuperou nove bolas e fez três desarmes em mais uma exibição segura, ao nível das que tem realizado esta época.

Lucas Veríssimo 5.3 – Foi o jogador com mais acções com bola no jogo (82). Perdeu-a por dez vezes, mas só uma no primeiro terço. Com quatro alívios, três desarmes, duas intercepções e duas acções defensivas no meio-campo adversário, viu o seu rating “penalizada” pela grande penalidade que cometeu, num dos três dribles que consentiu.

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