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O Sporting manteve o seu registo 100% vitorioso na Liga Europa, após vencer os ucranianos do Vorskla Poltava por 2-1. O triunfo foi arrancado “a ferros” pelos “leões”, que começaram a partida com vários habituais suplentes, o que acabou por resultar no 1-0 para os da casa, logo aos 10 minutos. No segundo tempo, a superioridade lusa ficou ainda mais patente, mas os golos, esses, só chegaram nos últimos cinco minutos, com Fredy Montero e Jovane Cabral a darem alguma justiça ao marcador e três importantes pontos para o Sporting, que divide o primeiro lugar do grupo com o Arsenal.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Falsa partida da equipa do Sporting, que entrou praticamente a perder. Aos dez minutos, o Vorskla Poltava adiantou-se no marcador, graças a um remate certeiro de fora da área de Kulach, aproveitando um mau corte de André Pinto para zona proibida. O golo surgiu numa altura em que os ucranianos tinham mais posse de bola (54%), maior eficácia na distribuição (77%-74%) e mais remates (2-1) que os “leões”.

  • Mesmo sem qualquer remate à baliza, o Sporting chegou aos 25 minutos do desafio com seis toques na bola dentro da grande área – mais quatro do que o adversário. Nani, de regresso à titularidade, mostrava-se muito pouco activo, sendo o único jogador de campo dos “leões” sem qualquer duelo disputado neste período.
  • Nos primeiros 30 minutos do desafio o Sporting fez sete cruzamentos de bola corrida, nenhum deles eficaz, com Jefferson a liderar esta estatística (três tentativas). O lateral brasileiro estava em dia não: sete passes certos em 12, um duelo ganho em quatro disputados, zero acções defensivas e 13 perdas de posse (mais quatro do que qualquer outro jogador do Sporting e mais do dobro do que qualquer jogador ucraniano). Tudo isto ia-se traduzindo numa nota 4.6 nos GoalPoint Ratings.

  • O médio Dmytro Kravchenko dava na vistas pela sua precisão no passe, chegando aos 45 minutos da partida com 100% de eficácia após fazer 25 entregas (12 delas no meio-campo do adversário). Do lado do Sporting, o destaque ia para Acunã, com apenas um passe falhado em 12 tentativas.
  • Intervalo Primeira parte de fraco nível dos “leões” que, ainda assim, foram superiores em quase todas as vertentes do jogo – embora tal não se tenha traduzido em ocasiões de perigo. O Sporting rematou o dobro das vezes do adversário, é certo, mas apenas enquadrou um dos seus seis disparos – um remate rasteiro de Nani a fechar a primeira parte, prontamente defendido pelo guarda-redes. Kulach era o melhor da partida, com um GoalPoint Rating de 6.4, graças em parte ao golo apontado, a que somava 23 interacções com a bola, duas faltas sofridas e quatro recuperações de posse.

  • Sinal mais para o Sporting no início da segunda parte, com mais posse de bola (56%-44%) e maior eficácia no passe (82%-73%) nos primeiros 15 minutos. O Vorskla Poltava parecia satisfeito com o resultado e entregava as rédeas do jogo aos “leões”, que, ainda assim, não conseguiam ameaçar a baliza de Shust.

  • Coates era, aos 75 minutos do desafio, o único jogador da partida com mais do que um passe para finalização (dois, tantos quanto a equipa ucraniana inteira). A juntar a isto, o uruguaio tinha ainda cinco acções defensivas, incluindo três desarmes, oito recuperações de posse e 70 interacções com a bola.
  • As mudanças realizadas por José Peseiro mexeram com a partida. Em apenas dez minutos em campo Raphinha fez dois passes para a finalização, enquanto Fredy Montero obrigou Shust à melhor defesa da partida com um pontapé de bicicleta, aos 79 minutos – numa altura em que os “leões” já tinham 65% de posse.

  • O encontro parecia destinado a terminar em empate, mas tudo mudou nos minutos finais. Primeiro, Montero fez o 1-1, aproveitando um cruzamento longo de Jefferson antes de bater dois defesas e rematar cruzado para fora do alcance do guarda-redes do Vorskla Poltava. Depois, já nos descontos, Jovane Cabral completou a reviravolta numa jogada rápida de contra-ataque que terminou com o cabo-verdiano a rematar isolado para o fundo da baliza, após defesa incompleta.
  • O resultado, inteiramente justo, penaliza fortemente a equipa ucraniana, que se limitou a defender no segundo tempo, no qual fez apenas um remate (aos 95 minutos) e somou três toques na área contrária.

O Homem do Jogo 👑

Meia-hora chegou para Fredy Montero espalhar o perfume do seu futebol no relvado e fazer a diferença. Lançado aos 58 minutos para o lugar de Carlos Mané, o colombiano deixou um primeiro aviso aos 79 minutos, um remate acrobático defendido a custo por Shust. Dez minutos depois, o avançado sportinguista acabou mesmo por fazer o golo, numa jogada em que demonstrou toda a sua capacidade técnica. Para além do tento apontado, numa das suas 12 acções com a bola, Montero fez ainda um passe para finalização e sofreu uma falta, terminando o desafio com com um GoalPoint Rating de 7.0.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Raphinha 6.4 – Esteve em campo apenas 23 minutos, tempo suficiente para criar as duas únicas ocasiões flagrantes da partida, em três passes para finalização. Não falhou nenhum dos seus oito passes e ainda realizou três acções defensivas.
  • Coates 6.0 – Deu nas vistas sobretudo pelos seus dois passes para finalização. Contabilizou 77 acções com a bola, venceu quatro dos seis duelos defensivos que disputou e acertou seis dos seus 11 passes longos.
  • Jefferson 5.2 – Esteve na jogada do 1-1 ao assistir Montero, num dos dois passes para finalização que protagonizou. Perdeu a bola 28 vezes, mais do que qualquer outro jogador, e não fez nenhuma acção defensiva.
  • André Pinto 4.7 – Cometeu o erro resultante no golo do adversário, mas terminou a partida com alguns bons indicadores, como apenas seis passes errados em 70 tentativas e sete alívios.
  • Mané 4.2 – Actuação inconsequente do extremo português, que não conseguiu nenhum drible eficaz em quatro tentativas, falhou cinco dos seus 14 passes e venceu apenas cinco dos 14 duelos que disputou.

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