Os 44 Magníficos da Primeira Liga 25/26 ⭐️

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A Liga Portugal 25/26 chegou ao fim, com o Porto a sagrar-se campeão nacional e a recolher todos os elogios pela excelente temporada de estreia sob o comando de Francesco Farioli. Os dragões juntam-se aos perseguidores leões como os mais representados nos 44 Magníficos GoalPoint, os quatro melhores ratings por posição, num elenco com representantes de 13 dos 18 clubes participantes no campeonato.

Os 44 Magníficos são liderados pelo já revelado Jogador do Ano, o colombiano Luis Suárez, e foram automaticamente seleccionados a partir do lote de jogadores que cumpriram mais de 50% dos minutos possíveis (1530).

Os 44 Magníficos da Primeira Liga 25/26

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O Sporting quase monopoliza esta equipa, com cinco elementos donos da posição principal, Hjulmand, Maxi Araújo, Pedro Gonçalves, Trincão e, naturalmente, Luis Suárez. O caso de “Pote” é mais um exemplo de “percepções” que por vezes não encaixam com a realidade. O “leão” teve problemas com lesões, é verdade, já fez épocas melhores em Alvalade, mas voltou a ser um elemento de grande qualidade, mesmo que alvo de reparos dos adeptos, com um registo de 3,8 remates por 90 minutos, segundo mais alto, sendo 3,0 de bola corrida, e com 2,6 passes para finalização, apenas atrás de Trincão (2,8) nesta variável. Pedro Gonçalves dominou, de longe, nos passes de ruptura (0,9).

[ Em baixo: comparativo de Liga entre Pedro Gonçalves e Ricardo Horta. O médio leonino é vítima de “recency bias” na avaliação da sua temporada mas protagonizou uma fase de arranque a prometer o seu mellhor nível, ao ponto de poucos se recordarem do quão forte iniciou a temporada, ao ponto de a terminar a bater-se de igual para igual com Ricardo Horta, outro excepcional underrated ]

Após uma época complicada, o Benfica só consegue ter um “titular”, um jogador que, a meio da época, foi dado como de saída para o… Club Brugge. Trata-se de Schjelderup, extremo que teve um crescimento exponencial a partir sensivelmente de Janeiro, bem no drible e na condução, conseguindo o terceiro registo de progressivas (3,6), apenas atrás da “locomotiva” Geny Catamo (4,1) e de Noah Saviolo (3,6), com o vitoriano uma centésima acima. O norueguês, aliás, terminou como o jogador com mais acções com bola na área contrária dentro deste critério de minutagem, com 9,5, à frente, inclusivamente, de Luis Suárez (8,5).

Muralha polaca no Dragão

O caso do FC Porto, com três elementos “a amarelo”, é paradigmático da época dos “dragões”. A solidez defensiva foi a base do sucesso da equipa, com a dupla de centrais, composta por Bednarek e Kiwior, a não deixar créditos por mãos alheias. O primeiro registou 5,1 alívios por 90 minutos, apenas batido entre centrais pelo sportinguista Gonçalo Inácio (5,3), com o polaco a terminar com o valor mais alto de duelos aéreos defensivos disputados (4,4) e sucesso em 75,4% das vezes. Além disso, foi o segundo jogador da Liga com melhor eficácia de passe (92,2%). Kiwior, por seu turno, brilhou nos desarmes (2,0) e nas intercepções (1,6). Uma dupla sólida que foi, sem dúvida, fundamental no título portista.

[ Em baixo: O comparativo entre Jakob Kiwior e Jan Bednarek. Froholdt foi eleito o símbolo do sucesso portista pela maioria dos analistas/comentadores mas, estatisticamente, o segredo do Porto campeão passou sobretudo por estes dois pilares, muito bem escolhidos pelos dragões, num ano em que acertaram quase tudo, nas idas ao mercado ]

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Outros casos interessantes

[ Em baixo: a ausência de Victor Froholdt do 11 do ano GoalPoint é polémica, mas a verdade é que não vai encontrar o jovem dinamarquês em nenhum top estatístico concorrente e há motivos para isso. A verdade é que a influência e impacto de Froholdt na ideia de jogo portista não se mede nem apenas pela sua produção individual nem sequer pela sua acção em campo com bola ou em função dela, factores decisivos na atribuição de ratings individuais. Froholdt foi incansável sem bola mas vê o seu top posicional liderado por um colega esse sim bastante desvalorizado nas escolhas “a olho”, Gabri Veiga, que encabeça assim os “oitos” da nossa equipa do ano ]

[ Em baixo: Marios Vrousai é um bom exemplo de como os dados ajudam a ver o que por vezes se torna invisível. A época do Rio Ave não foi notável, apesar da boa recta final e talvez por isso não tenhamos ouvido muitas referências a Vrousai mas a verdade é que, colocando lado a lado o desempenho do extremo grego convertido em lateral com os do unânime Maxi Araújo, percebemos o porquê de Vrousai praticamente não ter dado hipótese a qualquer outro lateral-direito, na corrida aos 44 magníficos ]

Parabéns a todos os Magníficos da Liga 25/26!

Clica neste link para conferir todo o histórico de eleições dos “Magníficos GoalPoint”, ao longo das últimas épocas.

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