O Sporting bateu o FC Porto por 3-1 no Estádio do Dragão, numa exibição categórica que permitiu aos “leões” devolverem a pressão ao líder Benfica e garantir que teremos discussão pelo título da Liga NOS 15/16 até final.

Os “leões” não venciam (para a Liga) no Dragão desde 2006 e não sabiam o que era vencer os dois jogos do campeonato frente aos “azuis-e-brancos” há 40 anos. Tudo isso se desvaneceu hoje, com uma exibição que, apesar da reacção portista ao primeiro golo sofrido (e uma entrada com uma bola ao poste de Patrício), foi indiciando claramente quem iria levar a vitória. Prova disso são as cinco defesas a que Iker Casillas foi obrigado, algumas delas importantes, ele que viria a soçobrar no terceiro golo leonino, da autoria de Bruno César.

Porto vs Sporting - LigaNOS 2015/16
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Num clássico atipicamente ofensivo (32 remates) os números não deixam grande margem de dúvidas (vide infografia da estatística global): os leões dominaram todas as variáveis menos o número de faltas cometidas, cedendo na eficácia de passe apenas no final do encontro. Mais fortes nos duelos individuais e mais produtivos na frente, os “verde-e-brancos” foram sempre empurrados por João Mário, Bryan Ruiz e sobretudo por um endiabrado Slimani que estabeleceu um novo recorde de remates enquadrados nesta edição da Liga.

Do lado portista, e apesar do atrevimento ofensivo (duas bolas nos ferros permitem sempre a referência a algum “azar”), sobraram erros e perdas de bola, num jogo que nunca foi controlado por uma versão do “dragão” que dificilmente deixará saudades nos adeptos. Já na conferência de imprensa Peseiro discordou da ideia de domínio leonino mas… certamente não terá conferido os números que aqui apresentamos.

Slimani, o homem-golo e seus escudeiros

No quarteto ofensivo leonino apenas Teo Gutiérrez passou despercebido. João Mário, Bryan Ruiz e sobretudo Slimani estiveram imparáveis. O costa-riquenho, para lá da assistência para o segundo de Slimani reclamou nada menos do que sete (!) dos 14 passes para ocasião de golo efectuados pelos visitantes enquanto que João Mário ofereceu o primeiro e terceiro golos com que os “leões” congelaram o Dragão.

Acima deles… apenas Islam Slimani. Que jogo do argelino, que enquadrou seis dos sete disparos que efectuou estabelecendo assim um novo recorde da Liga, dois deles convertidos em golos mas não se ficou por aí. Slimani ganhou 11 dos 16 duelos que travou com a defensiva “azul-e-branca”, que nunca soube lidar com a ameaça do verdadeiro homem-golo leonino.

Do lado portista pouco a dizer e os ratings falam por si. Apesar de Herrera ter dado esperança ao Dragão, na conversão de uma grande penalidade sofrida por um Brahimi que chegou a ameaçar uma forma há muito perdida, o Porto foi sempre um conjunto desligado e defensivamente permissivo incapaz de assumir o jogo como lhe seria exigível, olhando a constituição do seu plantel no início desta época.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.