D ois golos (e uma assistência) de Kerem Aktürkoğlu e um golo (e uma assistência) de Vangelis Pavlidis. Desta forma o Benfica levou de vencida o Farense e (re)colou-se ao Sporting no topo antes de visitar o Porto, mas não foi fácil, ao contrário do que o início do encontro parecia mostrar. As “águias” marcaram cedo e, a meio do primeiro tempo, venciam por 2-0, fruto de duas bonitas e rápidas transições ofensivas. O Farense, porém, reagiu, ameaçou, reduziu e, mesmo depois de o Benfica fazer o 3-1 a abrir a segunda parte, os algarvios não baixaram os braços, voltaram reduzir e até ameaçaram o empate.



Parecia que ia ser fácil, mas não foi
O Benfica marcou no primeiro remate que fez. Cruzamento rasteiro de Aursnes e Aktürkoğlu só teve de encostar. As “águias” continuaram a dominar, com mais posse de bola (68%) e com o Farense a errar muitos passes (a eficácia estava abaixo dos 70%), e ao segundo remate no alvo marcaram o segundo golo. Desta feita Aktürkoğlu assistiu e Pavlidis finalizou com classe, mas o Farense respondeu e até terminou a primeira parte com o dobro dos remates do Benfica – oito contra quatro. Menino viu Trubin negar-lhe o golo e, pouco depois, os algarvios marcaram mesmo, no seguimento de um canto. Falcão cabeceou à trave, Tomás Ribeiro cabeceou certeiro na recarga. O intervalo chegou com o jogo relançado e com os de Faro a somarem mais ocasiões flagrantes do que as “águias”.
O segundo tempo começou como tinha começado o primeiro, com o Benfica novamente por cima e a marcar. Pavlidis e Aktürkoğlu inverteram papéis e desta feita o grego assistiu o turco, que bisou, naquele que foi o terceiro remate dos “encarnados” em apenas nove minutos após o reatamento. Só que, uma vez mais, o Farense reagiu e também marcou, numa excelente jogada finalizada por Rony Lopes. O Benfica tentou colocar calma no jogo, mas o empate esteve à vista num cabeceamento de Tomané. Valeu uma boa defesa de Trubin a segurar o triunfo num jogo em que as “águias” terminaram com apenas mais um remate do que o Farense e em que souberam transformar em golo as três ocasiões flagrantes de que dispuseram para, assim, somarem a oitava vitória consecutiva no campeonato.
[ Benfica mais subido e com mais passe, mas algarvios foram acutilantes ]

O Jogo em 5 Factos
1. “Águia” controlou a posse de bola, mas não o jogo
O Benfica foi dono e senhor do encontro no que toca à posse de bola. Chegou ao intervalo com 68% e manteve esse mesmo registo no segundo tempo, assinando 75,1% de fild tilt (posse no último terço). Porém, tanto domínio não impediu que a incerteza no resultado se mantivesse até ao apito final.
2. Farense com mais ocasiões flagrantes
O Benfica chegou, como seria de esperar, bem mais vezes à grande área contrária (terminou o encontro com 38 acções na área do Farense, enquanto os de Faro tiveram 14 na grande área “encarnada”), mas só criou três ocasiões flagrantes, valendo-lhe a eficácia de ter concretizado todas elas, ao contrário dos visitantes, que até dispuseram de mais uma (igualando o seu máximo da temporada), mas só concretizaram duas.
3. Benfica nunca tinha disputado tantos duelos pelo ar
O Benfica bateu, neste jogo, o seu máximo de duelos aéreos travados num só jogo neste campeonato quer a defender (26), quer a atacar (21). E superiorizou-se em ambos: ganhou 54% dos duelos aéreos defensivos e 57% dos ofensivos.
4. “Águia” igualou máximo de alívios
Num jogo em que o Farense tentou, sobretudo na parte final, bombear várias vezes a bola para a grande área “encarnada”, o Benfica acabou por terminar o encontro com um total de 28 alívios, igualando o seu máximo da época no campeonato. A sua média, até este encontro, era de 11,4 alívios por jogo…
5. Algarvios erraram demasiado no passe
O Farense chegou ao intervalo com apenas 69% de eficácia no passe e, no segundo tempo, não melhorou, antes pelo contrário. Terminou a partida com 67% de eficácia, falhando um total de 62 passes em 187 tentados. O Benfica esteve bem melhor nesse capítulo, com uma eficácia de 87%.
MVP GoalPoint: Kerem Aktürkoğlu 
O “Harry Potter” turco esteve nos três golos do Benfica. Puxou da “varinha mágica” para festejar dois golos e ainda fez a assistência para o outro. Numa grande noite, terminou o jogo com quatro remates (três dos quais no alvo), seis acções na grande área contrária, três conduções progressivas, dois dribles completados e mais de 50% de duelos ganhos (sete em 13).
Outros Ratings 🔺🔻
Destaques do Benfica
Fredrik Aursnes 6.9
O norueguês também foi determinante para o triunfo, participando decisivamente em dois dos três golos, ao assistir Aktürkoğlu para o primeiro e ao encontrar Pavlidis na área com um passe fantástico no terceiro. Só falhou dois passes ao longo dos 90 minutos (95% de eficácia), fez um total de três passes para remate e ainda logrou seis acções na grande área contrária.
António Silva 6.8
Acertou sete passes longos em oito tentados, foi de longe o jogador que mais metros progrediu em condução (197) e, a par de Otamendi, um dos que mais acções defensivas teve no jogo (14, com destaque para quatro intercepções e sete alívios).
Anatoliy Trubin 6.6
Foi nele que começou o lance do segundo golo, com um fantástico passe longo (o único que acertou no jogo) a desmarcar Aktürkoğlu, e acabou o jogo com quatro defesas, duas delas de grande qualidade, uma das quais a negar uma grande oportunidade de golo ao Farense.
Vangelis Pavlidis 6.6
Marcou um golo com enorme classe e com a mesma classe assistiu depois Aktürkoğlu para o terceiro. O grego só não marcou em três dos últimos nove jogos pelo Benfica e esta quarta-feira totalizou 11 acções na grande área do Farense, travando um total de 14 duelos, dos quais ganhou seis.
Nicolás Otamendi 6.1
Foi o jogador com mais acções no encontro (97). Falhou três passes de alto risco, ganhou dez dos 17 duelos que travou e terminou a partida com 14 acções defensivas, entre elas nove alívios (máximo da partida).
Álvaro Carreras 6.1
Só ganhou quatro dos 13 duelos que travou, mas foi o jogador que mais passes progressivos fez na partida (nove). A defender totalizou 13 acções, entre elas oito alívios.
Angél Di María 5.5
O argentino voltou à titularidade, mas esteve discreto nos 72 minutos em que esteve em campo. Foi quem mais vezes perdeu a bola no jogo (20). Fez dois remates (um no alvo), um passe para remate e três super progressivos, mas só completou um dos quatro dribles que tentou.
Destaques do Farense
Derick Poloni 6.7
O lateral-esquerdo do Farense fez uma assistência e ainda criou outra grande oportunidade, num total de três passes para remate, ensaiando um total de sete cruzamentos. A defender, destacou-se com três desarmes (apenas um jogador fez mais).
Tomás Ribeiro 6.6
Marcou o primeiro golo do Farense, numa recarga oportuna, ganhou mais de metade dos duelos que travou e a defender somou seis alívios e dois desarmes, tendo contudo perdido duas vezes a bola no terço defensivo e sido aí ultrapassado uma vez em drible.